10 de outubro de 2015

Energias renováveis serão responsáveis por 26% da produção elétrica em 2020

De hoje até 2020, 700 gigawatts de novas capacidades verdes serão instaladas - o equivalente a 700 reatores nucleares - e isso representará quase dois terços das novas capacidades acrescentadas ao sistema elétrico mundial nesta data, explica a AIE em seu relatório sobre as energias renováveis.
O desenvolvimento de energias renováveis será particularmente importante nos países emergentes. A China sozinha representará 40% das novas capacidades instaladas.
Em inúmeros países as energias renováveis, especialmente a eólico terrestre e a solar fotovoltaica, viram seus custos de produção diminuir fortemente e tornaram-se competitivas com relação a outros tipos de energia, explicou a AIE. 
É especialmente o caso da África do Sul, Brasil, Índia, Oriente Médio ou alguns estados dos Estados Unidos.
A agência prevê que 230 bilhões de dólares serão mobilizados anualmente de hoje até 2020 para desenvolver as energias renováveis. No ano passado, os investimentos passaram para os 270 bilhões de dólares.
A estimativa decorre "da diminuição do ritmo de instalações de novas capacidades mas também da redução dos custos de investimentos para as tecnologias mais dinâmicas", especialmente a solar e eólica terrestre.
A diminuição dos custos destas energias, já observada nos últimos anos, deve continuar.
A AIE mostra-se menos otimista sobre os biocombustíveis, com um crescimento que continuará apesar da redução do preço do petróleo, mas num ritmo estável. Eles representarão 4% da demanda por combustíveis no setor de transporte terrestre em 2020.
O sucesso do desenvolvimento de energias renováveis, e então da luta contra o aquecimento global, precisa "reduzir as incertezas em matéria de regulamentação, que freia uma maior implementação", prevê a AIE.
Caso a energia eólica e a solar fotovoltaica "não tiverem mais de um alto investimento público", sua atratividade "dependerá fortemente dos aspectos regulamentares e do funcionamento do mercado", considerou a agência.
Nos países emergentes, os riscos hoje em dia são "os entraves regulamentares, as restrições de redes e as condições microeconômicas", enquanto nos países desenvolvidos "o desenvolvimento rápido das energias renováveis obriga a fechar as centrais elétricas térmicas, colocando pressão sobre as empresas de energia", detalhou a agência.
http://www.correiodoestado.com.br/ 8 de Outubro de 2015 

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