“O milagre da criação — a interpretação literal da Bíblia — também impediu que a Igreja Católica se acomodasse às opiniões de Origem. A Igreja Católica, na verdade, respondeu lentamente à hipótese evolucionista e não discordou publicamente de Darwin, até o aparecimento de A descendência do homem. Católicos, como Mivart, haviam expressado antipatia pessoal. Mas, na última parte do século, foram assinados decretos oficiais desencorajando qualquer discussão sobre a evolução. Darwin, no entanto, não apareceu no Índex: seus livros não foram proibidos à leitura, como os de seu avô, Erasmus Darwin. Mas a proclamação da infalibilidade do Papa, em 1870 — e as posteriores encíclicas anunciando a infalibilidade da Bíblia —, desencorajaram a discussão aberta da teoria darwiniana. Não haveria acordo com a nova ciência. Só em 1951 — quando o papa Pio XII relaxou a interpretação dogmática da Bíblia — é que a discussão aberta sobre a evolução tornou-se oficialmente tolerada. Em 1951, foi feita uma re...