Quase um ano se passou desde que, neste mesmo espaço, o Greenpeace anunciou que resgatar o planeta de um colapso climático, a despeito das piores previsões da ciência, era possível. Bastava vontade política dos líderes mundiais, reunidos então na 15ª Conferência de Clima da ONU (COP15), em Copenhague, em chegar a um acordo global para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Os governos, infelizmente, não cumpriram seu dever. De lá pra cá, os termômetros não deram trégua. Assistimos a eventos climáticos extremos, como secas, tempestades, ondas de calor e invernos atípicos. A comunidade científica trouxe novos alertas da perda da nossa biodiversidade, da morte dos corais nos mares, do derretimento das geleiras e do aumento do nível das águas, o que já coloca em risco a vida de milhares. O mundo, enquanto isso, continuou a investir em energias poluentes, destruir nossas florestas e poluir os mares. A partir do dia 29 de novembro, representantes de 193 países terão nova chance...