O estilo profissional de gestão na Vale desagrada ao Palácio do Planalto, que gostaria de ver a empresa mais alinhada aos interesses políticos. A lua de mel com o governo acabou há mais de dois anos, quando a Vale cometeu o pecado mortal – na visão do Planalto – de demitir funcionários em meio à crise internacional, em vez de negociar e contribuir para a ação anticíclica comandada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas foi agora, na gestão Dilma Rousseff, que o presidente da empresa, Roger Agnelli, azedou de vez as relações que tinha em Brasília. Agnelli , que costumava frequentar palanques ao lado de Lula e era citado de forma carinhosa nos discursos presidenciais até 2008, hoje tem portas fechadas no Palácio do Planalto. Para não se envolver diretamente – pelo menos em público –, Dilma determinou que o assunto fosse tratado pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. Ele e o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pi...