Antigo fiador da estabilidade, Palocci ocupava no governo Dilma um cargo eminentemente político. Sua saída não causará maior nervosismo no mercado A demissão do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, não trará maior impacto para a condução da economia, apontam especialistas ouvidos pelo site de VEJA. Diferentemente de sua primeira derrocada em 2006, quando era ministro da Fazenda, Palocci não é visto hoje como figura central do mundo econômico. Sua atuação no governo Dilma foi essencialmente política, com foco nas relações dos ministérios e do Congresso com o Palácio do Planalto. Graças a isso e às evidências de que o compromisso com a estabilidade tornou-se consensual dentro do governo, o mercado não deve se abalar ante a notícia. Caso ocorra estresse, será algo temporário. Logo após sua primeira derrocada, por conta do escândalo da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos, Palocci foi substituído pelo atual titular da Fazenda, o ministro Guido Mantega. De lá par...