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Caso Joanna Marcenal: Pai de Joanna alega que delegado foi pressionado a indiciá-lo por tortura


pós ser indiciado pela polícia por tortura, o técnico judicário André Marins, pai da menina Joanna Marcenal, de 5 anos, que morreu no dia 13 de agosto após quase um mês em coma, se diz surpreso com o resultado do inquérito. Segundo ele, o delegado responsável pelo caso, Luiz Henrique Marques, foi pressionado pela opinião pública para tomar a decisão.
“Ele baseou o inquérito em um único depoimento, o de uma ex-faxineira que foi demitida por mim. Não entendo porque esta mulher ficou em silêncio por mais de um mês e depois apareceu misteriosamente. O laudo foi inconclusivo, não apontou origem, pelo contrário disse que os traumas na Joanna foram causados por crises convulsivas e que nenhum machucado foi feito de propósito”, defendeu-se André.
A polícia terminou o inquérito da morte de Joanna na quinta-feira (14). Na manhã desta sexta-feira (15), o caso foi enviado ao Ministério Público (MP), que vai analisar oferece ou não denúncia por tortura ou outros crimes.
Afirmando estar à disposição da Justiça, o pai de Joanna acredita que o MP terá uma postura contrária à da polícia. “O MP tem uma atuação independente de pressões de mídia e a questão será analisada com mais serenidade. Não dá para entender o meu indiciamento pela polícia, já que na terça-feira (12) o delegado disse que não tinha elementos para indiciar ninguém e dois dias depois muda de opinião”, reclamou André.
Joanna morreu após ficar em comaJoanna morreu em agosto, após quase um mês
em coma 
Crime de tortura: 2 a 8 anos de prisão
O delegado Luiz Henrique Marques, da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav), disse que  tomou a decisão após o resultado do laudo do Instituto Médico Legal (IML) e depois de ouvir cerca de 50 testemunhas.
"Eu o indiciei por tortura. No entanto, o MP pode entender que o André também teve intenção de praticar homicídio e assim pode denunciá-lo por outros crimes", afirmou o delegado, lembrando que a pena varia de 2 a 8 anos de reclusão.
O delegado revelou que descartou a hipótese de maus-tratos, por entender que os ferimentos de Joanna foram produzidos de forma desumana. "As lesões praticadas por maus-tratos ocorrem com a intenção de corrigir a criança. Já tortura, é o prazer de machucar e constranger", resumiu.
Laudo confirma maus-tratos
Instituto Médico Legal (IML) divulgou um laudo que confirmou que Joanna sofreu maus-tratos, o que teria agravado o estado de saúde dela. Joanna morreu em função de uma meningite viral desenvolvida a partir de herpes. A menina passou 26 dias em coma em um hospital na Zona Sul do Rio.
A causa da morte está no laudo do IML. No documento, os peritos explicam que a doença pode ser consequência de baixa imunidade. Joanna tinha lesões semelhantes a queimaduras nas nádegas, que, de acordo com o documento, foram causadas por substância química ou ação física. Já as cicatrizes e feridas pelo corpo foram provocadas por traumas, segundo o laudo.
A mãe da menina, Cristiane Marcenal, acusa André de ser o autor das marcas. No entanto, o pai da menina, André Rodrigues Marins, nega. Segundo ele, o laudo não o responsabiliza pelos ferimentos da filha.
Menina era amarrada com fita crepe
Na coletiva dada pelo 
pai da menina no dia 7 de outubro, ele confirmou que amarrou as mãos da filha com fita crepe. A informação foi dada à polícia por uma babá que cuidou da menina na casa dele.
Joanna Marins e o pai André MarinsPai levou fotos da filha para entrevista coletiva
De acordo com informações passadas pela delegacia, a funcionária disse em depoimento que encontrou a menina em um quarto, amarrada com fitas nos pés e nas mãos, suja de fezes e xixi.
Ela contou que, questionado, André disse que a medida foi tomada por orientação de uma psicóloga porque a filha sofria de “terror noturno” e tinha um sono muito agitado e com transtornos motores. A psicóloga Lilian Araújo Paiva, que atendeu Joanna, desmentiu a versão.
“Vou perseguir as pessoas que me caluniaram e difamaram, judicialmente, civil e criminalmente. Inclusive a faxineira que trabalhou três dias como diarista na minha casa. Nós nunca tivemos babá. Ela foi dispensada porque o serviço não foi satisfatório, agora ela conta essa história absurda e caluniosa”, disse o pai.
R$ 3 mil de recompensa por falso médico
André atribuiu a morte da filha 
ao falso médico que a atendeu e segue foragido da Justiça. A médica que o contratou foi presa. Segundo o pai da menina, o caso de Joanna tinha solução, mas o tratamento foi inadequado.
André diz ainda que está oferecendo uma recompensa de R$ 3 mil por pistas e informações que levem ao paradeiro do estudante de medicina.

G1

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