Em 26 de março deste ano, o National Catholic Reporter, importante jornal católico dos Estados Unidos, afirmou que o Vaticano estava enfrentando “a maior crise institucional em séculos, possivelmente em toda a história da Igreja”, em referência aos abusos sexuais cometidos por padres contra crianças e adolescentes.
As revelações sobre padre pedófilos começaram a pipocar quando João Paulo II ainda estava no comando, mas foi no atual papado que se converteram em avalanche, varrendo os Estados Unidos e vários países da Europa. A reação de Bento XVI aos escândalos gerou as críticas mais ferozes a ele – mas também conquistou elogios.
Bento XVI foi mais longe do que seu antecessor na condenação dos sacerdotes abusadores de crianças. Sob sua administração, a política de ocultar os casos e limitar-se a transferir de paróquias os envolvidos foi finalmente condenada, e a Igreja começou a afastar os criminosos sexuais e a colaborar com autoridades judiciais. Ao mesmo tempo, o pontífice reuniu-se em sucessivas ocasiões com as vítimas.
Em abril, na véspera de completar cinco anos no trono de Pedro, Bento XVI se encontrou com oito abusados em Malta, conversou com cada um deles e assegurou que a Igreja faz todo o possível para investigar as acusações e levar à Justiça os responsáveis.
Mas essas atitudes não foram consideradas o bastante por grande parte da sociedade. A revolta, que já era profunda em razão da ausência de um pedido oficial de desculpas do Vaticano e da resistência da Cúria em punir os bispos que protegeram os sacerdotes pedófilos, explodiu quando eclodiram denúncias de que o próprio Ratzinger, antes de virar papa, teria protegido padres abusadores.
Como arcebispo de Munique e Freising (Alemanha), ele teria se limitado a transferir e a sugerir terapia para o padre Peter Hullerman, acusado de abusos de crianças durante duas décadas. Mais tarde, enquanto prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano, teria protegido o americano Lawrence Murphy, acusado de molestar mais de 200 meninos surdos. As revelações abalaram a imagem do Papa. Pesquisas europeias revelaram que 70% do público recriminava sua atuação nos episódios de pedofilia na Igreja.
As revelações sobre padre pedófilos começaram a pipocar quando João Paulo II ainda estava no comando, mas foi no atual papado que se converteram em avalanche, varrendo os Estados Unidos e vários países da Europa. A reação de Bento XVI aos escândalos gerou as críticas mais ferozes a ele – mas também conquistou elogios.
Bento XVI foi mais longe do que seu antecessor na condenação dos sacerdotes abusadores de crianças. Sob sua administração, a política de ocultar os casos e limitar-se a transferir de paróquias os envolvidos foi finalmente condenada, e a Igreja começou a afastar os criminosos sexuais e a colaborar com autoridades judiciais. Ao mesmo tempo, o pontífice reuniu-se em sucessivas ocasiões com as vítimas.
Em abril, na véspera de completar cinco anos no trono de Pedro, Bento XVI se encontrou com oito abusados em Malta, conversou com cada um deles e assegurou que a Igreja faz todo o possível para investigar as acusações e levar à Justiça os responsáveis.
Mas essas atitudes não foram consideradas o bastante por grande parte da sociedade. A revolta, que já era profunda em razão da ausência de um pedido oficial de desculpas do Vaticano e da resistência da Cúria em punir os bispos que protegeram os sacerdotes pedófilos, explodiu quando eclodiram denúncias de que o próprio Ratzinger, antes de virar papa, teria protegido padres abusadores.
Como arcebispo de Munique e Freising (Alemanha), ele teria se limitado a transferir e a sugerir terapia para o padre Peter Hullerman, acusado de abusos de crianças durante duas décadas. Mais tarde, enquanto prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano, teria protegido o americano Lawrence Murphy, acusado de molestar mais de 200 meninos surdos. As revelações abalaram a imagem do Papa. Pesquisas europeias revelaram que 70% do público recriminava sua atuação nos episódios de pedofilia na Igreja.
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