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Tailândia/PA dá o primeiro passo para se tornar um "município verde"

Tailândia e Paragominas, duas cidades com características muito semelhantes, apesar de terem sido fundadas em períodos diferentes. Erguidas às margens de estradas - uma da PA-150 e a outra da BR-316 -, ambas têm população estimada em cerca de 100 mil habitantes, economia baseada na agricultura e uma mácula em seus históricos: sofreram, em março de 2008, intervenção do Governo Federal que, por intermédio da Operação “Arco de Fogo”, autuou, multou e confiscou a produção de empresas madeireiras instaladas na região que faziam a extração ilegal.

Na manhã desta sexta-feira, 6, os dois municípios reforçaram ainda mais suas afinidades com a adesão de Tailândia ao pacto pelo desmatamento zero e pela regularização ambiental. Assim como aconteceu em Paragominas, Tailândia buscará diminuir os índices de desmatamento, que atualmente giram em torno de 48%. A cidade passará a fazer parte do Programa Municípios Verdes, lançado pelo governador Simão Jatene em abril deste ano. O evento que celebrou o pacto aconteceu no espaço Texas Rodeio e contou com as presenças do secretário de Estado de Projetos Estratégicos, Sidney Rosa; do prefeito de Tailândia, Gilberto Miguel Sufredini; do prefeito de Paragominas, Adnan Demachki; do procurador da República, Daniel Azeredo, e de membros do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e do Sindicato dos Produtores Rurais de Tailândia.

Atualmente, cerca de 80 municípios paraenses já aderiram ao pacto pelo desmatamento e com isso têm conseguido alcançar resultados bastante positivos. O maior exemplo é o município de Paragominas, onde todos os produtores que abraçaram a causa trabalham, hoje, dentro da legalidade e com a mesma margem de ganhos. “O pacto deu certo. A cidade avançou, deu uma reviravolta e hoje o clima está propício a novos investimentos. Estamos vivendo sem a pressão ambiental e sem sermos chamados de bandidos”, afirmou o prefeito de Paragominas.

Tensão - Sidney Rosa, que esteve no evento representando o governador, falou sobre a importância do combate ao desmatamento no município. “Para que esse acordo seja cumprido, é preciso o apoio de todos, principalmente daqueles que já desmataram. Tailândia já sofreu muito com a operação 'Arco de Fogo'. Seis mil pessoas tiveram que sair daqui porque não havia solução”, enfatizou o secretário.

Para quem vivenciou de perto os dias de tensão durante a Operação "Arco de Fogo" em Tailândia, as lembranças não são nada boas. Foram 30 dias de intervenção, com a presença de 30 mil homens das forças armadas, o que gerou um saldo negativo de 15 mil desempregos e 16 mil metros de madeira apreendidos. “Lembro que a cidade parecia um filme de guerra. Por onde a gente andava tinha polícia por perto. Tinha tanto medo que nem saia de casa com meus filhos. Não quero nem pensar se um dia isso voltar acontecer na cidade”, disse o comerciante Daniel Cardoso, que em Tailândia há 15 anos.

Sobreviver sem desmatar – O procurador do MPF, Daniel Azeredo, que acompanha a questão ambiental no Pará, disse que os municípios que tiverem a intenção de se tornarem efetivamente “verdes”, só têm a ganhar. “A proteção ambiental hoje é necessária. E quem souber preservar o meio ambiente, também saberá ganhar dinheiro. O produtor que não desmata, está protegido, não recebe multa e muito menos embargo. Terá facilidade de financiamento e crédito e, o melhor de tudo, contará com o total apoio dos órgãos federais e estaduais”. Na opinião do procurador, só quem vira alvo fácil para embargo e multa é aquele que não quer compactuar. “Os que ficarem para trás, perderão o bonde e se tornarão alvo”, concluiu.

Agência Pará

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