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Casos de morte por aids no mundo diminuem, destaca imprensa

Diferentes veículos de comunicação destacaram nesta terça-feira, dia 22, os dados do Relatório Global sobre HIV/Aids 2011. Segundo o informativo do Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids), o número de mortes pela doença diminuiu e o de infecções estabilizou. Em relação ao Brasil, o Unaids avaliou que o país investe bem os recursos para prevenção e tratamento da epidemia. Confira a seguir a reportagem publicada no jornal O Globo.

Epidemia de Aids na encruzilhada

Numa clara indicação de que as campanhas de prevenção da aids vêm funcionando, o número de novas infecções pelo HIV no ano passado foi o menor registrado desde 1997. A quantidade de pessoas recebendo tratamento também é recorde, o que faz com que os diretores do Programa de aids das Nações Unidas (Unaids) vislumbrem, pela primeira vez, a possibilidade do "fim da epidemia". Mas a atual crise econômica mundial ameaça as conquistas dos últimos anos: pela primeira vez, os recursos investidos na luta contra a doença sofreram uma redução bastante significativa.

Das 14,2 milhões de pessoas em países pobres e em desenvolvimento que precisam do tratamento, 6,6 milhões o estão recebendo, ou 47%, um recorde. Não é o ideal, claro, mas há menos de dois anos, esse percentual era de 36%, como revela o relatório anual do Unaids, divulgado ontem, em Genebra. Consequentemente, o número de mortes caiu bastante, de 2,2 milhões em 2005 para 1,8 milhão no ano passado. Outra consequência direta do aumento do número de pessoas em tratamento foi a redução das novas infecções para 2,7 milhões ao ano em 2010 - 21% a menos do que em 1997. Quanto mais gente recebendo o remédio e, portanto, tendo sua carga viral controlada, menor é a chance de circulação do vírus.

“O grande ponto para nós foi a redução do número de novas infecções”, afirmou o diretor do Unaids, Michel Sidibe. “É justamente aí que ganhamos a luta contra a epidemia.” Por isso mesmo, as metas a médio prazo do Unaids são reduzir o número de novas infecções e de mortes a zero, o que garantiria um perfil inteiramente novo à epidemia. Mas as metas podem ser ameaçadas pela crise mundial.

Pela primeira vez desde 1997, ano em que os programas de combate à epidemia receberam US$300 milhões, o volume de recursos investidos só vem aumentando. Em 2007, foram US$10 bilhões. Mas no ano passado, pela primeira vez, foi registrada uma queda - de 10%, bastante significativa - nos recursos. No Fundo Global de Combate a aids, a redução foi ainda maior, de 20%. Especialistas temem que, com tais cortes, os bons resultados divulgados ontem não se repitam nos próximos anos.

“Se, até agora, o caso da aids vem sendo um exemplo de como o mundo pode responder bem a um desafio, neste momento o exemplo está sob risco”, afirmou o diretor do Escritório Central do Unaids, em Genebra, o brasileiro Luiz Loures. “Este novo pacto estabelecido pelo G20 e outras plataformas para lidar com a crise econômica não coloca a questão da aids como deveria, o impacto da crise na epidemia não está sendo levado em conta.”

Tido von Schoen-Angerer, do Médicos Sem Fronteiras (MSF), concorda com o colega. “Nunca, em mais de uma década oferecendo tratamento, vimos um momento tão promissor para reverter a epidemia", disse. "Governos dos países mais afetados estão dispostos a agir, aproveitar o momento. Mas isso não significa nada se não houver dinheiro.”

Para Luiz Loures, estamos diante de uma encruzilhada. E alerta para os riscos. “Não só precisamos manter essas pessoas em tratamento, quanto precisamos expandí-lo ", sustentou. “E, atualmente, são 6,6 milhões recebendo o coquetel, não é um número pequeno. E a maioria em países pobres, com outras questões sociais graves. Então esse pode ser um fator de grave instabilidade social, se pararmos de oferecer o tratamento para tamanha parcela da população.”


Fonte: O Globo 

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