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Veja novos exemplos sobre o uso correto da crase

1.    Vou à ou a terra?
O certo é: “Vou a terra.” A palavra TERRA, no sentido de “terra firme, chão” (= oposto de bordo), não recebe artigo definido, logo não haverá crase.
Observe o macete: “volto DE terra”.
Ao viajar de avião, podemos observar a ausência do artigo definido antes da palavra TERRA (=terra firme). Quando o avião está aterrissando, uma das comissárias de bordo vai ao microfone e diz: “Para voos de conexão e mais informações, procure o nosso pessoal em terra.” Por que não na terra? Porque é em terra firme, e não no planeta Terra. Em outras palavras, o que ela quer dizer é o seguinte: “Não me chateie a bordo do avião, vá ao balcão da companhia no aeroporto.”
Qualquer outra TERRA, inclusive o planeta Terra, recebe o artigo definido. Portanto, haverá crase:
“Vou à terra dos meus avós.” (=volto DA terra dos meus avós)
“Cheguei à terra natal.” (=volto DA terra natal)
“Ele se referiu à Terra.” (=volto DA Terra / do planeta Terra)
Observe a diferença:
“Depois de tantos dias no mar, chegamos a terra.” (=terra firme)
“Depois de tantos dias no mar, chegamos à terra procurada.”


2.    Vou à ou a casa?
O certo é: “Vou a casa.” A sua própria casa não “merece” artigo definido.
Observe: Se “você vem DE casa” ou se “você ficou EM casa”, só pode ser a sua própria casa.
Qualquer outra casa vem antecedida de artigo definido. Isso significa que haverá crase:
“Vou à casa dos meus pais.” (=volto DA casa dos meus pais)
“Vou à casa de Angra.” (=volto DA casa de Angra)
“Vou à casa José Silva.” (=volto DA casa José Silva)
“Vou à casa do vizinho.” (=volto DA casa do vizinho)
“Vou à casa dela.” (=volto DA casa dela)
Não haverá crase somente quando a palavra CASA estiver sem nenhum adjunto:
“Ele ainda não retornou a casa desde aquele dia.”

VOCÊ SABE…

…de onde vêm as expressões “calcanhar de Aquiles” e “sem eira nem beira”? E qual é a origem da vitória-régia?
1. Por mais forte que seja, ninguém é invulnerável.  Todos têm o seu ponto fraco, seu calcanhar de Aquiles.  Mas quem seria esse Aquiles, e qual é o problema do seu calcanhar? A resposta está no poema épico “A Ilíada”.  Nele, o poeta grego Homero conta a história da guerra de Troia.
Aquiles foi um dos heróis da guerra. Quando ele nasceu, foi feita uma profecia de que iria morrer jovem, no campo de batalha. Para protegê-lo, a mãe mergulhou o bebê no Rio Estige, na fronteira com o inferno.  A água tinha o poder de, para dizer em linguagem moderna, fechar o corpo de Aquiles. Mas profecia é profecia, e Aquiles terminou morrendo mesmo, jovem e no campo de batalha, atingido por uma flecha envenenada. Onde? No calcanhar, o único ponto não tocado pela água, pois foi por onde a mãe o segurou ao mergulhá-lo no rio. O calcanhar de Aquiles era o seu ponto fraco, o seu ponto vulnerável.

2. Eira é um lugar ao ar livre onde se estendem as colheitas de trigo, milho ou centeio para secar, debulhar e limpar.
Quando alguém perde todas suas posses, diz que ficou “sem eira nem beira”. A expressão vem do tempo em que a maioria das propriedades era rural, e todos precisavam de uma eira para processar o que plantavam. Beira, por sua vez, é o que delimita uma casa ou um terreno, uma aba de telhado. Quem não tem nem eira nem beira, portanto, é o que não tem teto nem terra.

3. A vitória-régia é verdadeiramente uma rainha. Imponente pelo tamanho das folhas verdes e arroxeadas, que suportam até quarenta e cinco quilos de peso sem afundar, ela chama a atenção também por suas lindas flores perfumadas, brancas, vermelhas ou cor-de-rosa, que têm um sem-número de pétalas e chegam a medir quarenta centímetros de diâmetro.
Tudo isso fez da vitória-régia uma rainha entre as plantas flutuantes. E foi por causa dessa majestade que o botânico inglês John Lindley a batizou em homenagem à soberana Vitória da Inglaterra. Régia vem de regina, que em latim quer dizer rainha.

O que é ALITERAÇÃO?
Leitor quer saber se o exemplo abaixo caracteriza ou não um caso de aliteração: “A aposta é arriscada, pois não se pode prever se a renúncia do Estado em receber receitas presentes redundará num fomento econômico que, ao final, reabasteceria os cofres públicos.”
Para quem não está lembrado, aliteração é uma figura de estilo que consiste na repetição de um mesmo fonema: “Quem com ferro fere com ferro será ferido” (repetição do “f”).
Existem aliterações famosas na nossa literatura. Temos um belo exemplo em versos do poeta simbolista Cruz e Souza: “Vozes veladas, veludosas vozes, volúpias dos violões, vozes veladas vagam nos velhos vértices velozes dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.”
No texto jornalístico, em geral, a aliteração não faz sentido. Quanto ao exemplo que o nosso leitor nos apresenta, há realmente uma excessiva repetição do “r”: renúncia, receber, receitas, redundará, reabasteceria.

Fonte: g1.globo.com/platb/portugues  //Sérgio Nogueira  

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