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Índios discutem os 25 anos da Constituição


índios participam da Comissão de Direitos Humanos,
após esperar mais de uma hora pra entrar no Senado.
 Foto: ©Greenpeace
Depois da ação do Greenpeace, que hasteou uma bandeira em apoio aos índios abaixo da bandeira do Brasil, no mastro nacional, parte dos índios foi ao Senado para uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislativa Participativa (CDH), com o intuito de debater os 25 anos da Constituição Federal e as atuais tentativas de retrocesso dos direitos dos povos indígenas.
Ao chegar ao Senado, a comitiva de 70 índios teve uma surpresa desagradável. Eles foram barrados pela polícia legislativa, pois, segundo a presidência da casa, seria liberada a entrada de apenas 20 índios, quando, na verdade, havia sido acordado anteriormente com os membros da CDH a entrada de 70 deles.
Foi preciso mais de uma hora de negociações, mas, afinal, todos os 70 índios conseguiram participar da audiência pública. Sonia Guajajara, liderança do Maranhão, abriu a fala da mesa criticando a postura da segurança do Senado.
 “Mais uma vez, ao chegar nessa casa, somos recebidos com a truculência da polícia. Não é mais novidade, há muito tempo é assim. Por que a casa do povo não abre as portas para podermos participar das discussões?”, indagou Sonia.
“Se nossos direitos estivessem sendo cumpridos, não precisaríamos vir a Brasília. Mas esse é o momento em que a gente se ergue pra dizer que não estamos sendo ouvidos. Nessa semana a voz dos povos indígenas se junta a dos quilombolas, dos negros, da juventude, dos atingidos pela mineração e por barragens para trazer a voz da população brasileira e a defesa da Constituição Federal, que, ao completar 25 anos, sofre o maior ataque de toda a historia”, acrescentou Sonia.
A audiência ocorreu durante a semana da Mobilização Nacional Indígena, que vai até o dia 5 de outubro, mês em que a Constituição completa 25 anos. 
Na mesa, estavam presentes também a senadora Ana Rita (PT-ES), presidente da CDH, Cleber Buzatto, secretário-executivo do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), Maria Augusta Assirati, presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio) e um representante dos quilombolas. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que era esperado, não compareceu.
Fonte: GreenPeace

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