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Julgamento sobre pedido de liberdade de Bruno é adiado

A sessão do julgamento sobre o pedido de liberdade ao goleiro Bruno Fernandes, que teve início às 13h30 desta quarta-feira (6) na 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, foi adiada em Belo Horizonte. O intervalo ocorreu porque o desembargador Dorgaal Andrada pediu vistas ao processo. O magistrado, que é relator do caso, teve dúvidas durante a sustentação oral do advogado de defesa, Cláudio Delladone Júnior, acusado de matar a ex-amante Eliza Samudio. O julgamento deve ser retomado na próxima quarta-feira (13). Segundo o TJ-MG, os advogados do goleiro entraram com o pedido de habeas corpus no dia 25 de fevereiro deste ano para pedir que Bruno seja solto. Bruno está preso desde julho de 2010.  Delladone afirma que o goleiro tem televisão e água quente em sua cela no presídio Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com Dalledone, Bruno usufrui dos mesmos direitos oferecidos aos outros presos, tais como, banho quente, TV e...

Montagen "Aparecida Araújo" (Jorge Clésio)

Artigo: Ler devia ser proibido

A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido. Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos. Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente...

Ensinar não é transferir conhecimento

Saber ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção e construção. Quando entro em sala de aula tenho que está aberto indagações, perguntas e curiosidades, um ser crítico e inquieto em face da tarefa que tenho – a de ensinar e não de transferir o conhecimento. É preciso insistir neste saber. O meu discurso sobre a Teoria da extensão do conhecimento deve ser o exemplo concreto e prático. Ao falar da construção do conhecimento, criticando a sua extensão, já devo estar envolvido nela, e na construção envolver os alunos. Fora disso, me amaranho nas contradições em que meu testemunho inautêntico perde a eficácia. Torno-me tão falso e fingido quanto quem estimula a democracia por caminhos autoritários e diz que combate o racismo, mas quando é questionado sobre quem é Madalena diz que é negra, mas competente e decente. Jamais ouvi dizer que Célia é branca de olhos azuis, mas é competente e decente. No discurso perfilado de Madalena, negra, cabe...

Pesquisadores discutem biodiversidade das águas profundas do Atlântico

Iniciativas em todo o mundo têm caminhado no sentido de desvendar os mistérios dos oceanos. Muito pouco se sabe sobre a população marinha e como esse ecossistema funciona. Neste sentido, um esforço de governos e organismos internacionais preocupados com a questão tem sido empreendido no levantamento das espécies marítimas. Na próxima quinta-feira (7) e na sexta-feira (8), acontece na sede da Unesco em Paris, o workshop “Compreendendo a Biodiversidade das Águas Profundas do Oceano Atlântico: opções de conservação e uso sustentável dos recursos dos oceanos profundos”. Ainda há muito do que se conhecer.  Um exemplo é o Oceano Atlântico, um dos mais jovens de todos os grandes oceanos, formado a partir da separação da América do Sul da África há aproximadamente 90 milhões de anos atrás, e é o único que se conecta com todos os oceanos. Pesquisadores afirmam que o conhecimento a respeito de sua diversidade é escasso. Apesar de ainda ser insuficiente, o Brasil tem liderado várias pesqui...

Seminário debaterá novo mecanismo para preservação da biodiversidade

Foi lançada pelo PNUD, recentemente, mais um mecanismo para mitigar os impactos ambientais. Trata-se das “reservas de habitat” ou “habitats banking”, a mais nova ferramenta de preservação da biodiversidade. O mecanismo será debatido durante o II Seminário Amazônico sobre Sequestro Florestal de Carbono e Mudanças Climáticas, que este ano terá como tema:  Oportunidades e desafios em uma economia de baixo carbono . O evento será realizado nos dias 15 e 16 de abril proximo, promovido pela Agência ECOeventos em parceria com a OAB/RO, com apoio dos Ministérios de Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente, Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Governo do Estado de Rondônia, Seagri, Sema, Crea-RO, Ceplac-RO, entre outras instituições. “O esquema de ‘reservas de habitat’, ou ‘habitats banking’ em inglês, se aplica quando certa área é restaurada, conservada ou enriquecida visando aumentar o seu valor para a conservação. Em troca pela restauração e proteção permanente da área, o proprietário p...